Os avanços mostram como um ambiente de aproximação dessas startups apoiadas pelo Inaitec com o mercado pode acelerar o crescimento das startups catarinenses.
Entre os exemplos dos negócios incubados no Inaitec estão a Zedia, que atua em 24 estados e alcança cerca de 25 milhões de pessoas por mês, e a Oktopus, que leva tecnologia brasileira para três continentes.
O Inaitec atuou ativamente na fase de concepção da Oktopus, startup catarinense que desenvolveu uma plataforma para monitoramento e gerenciamento remoto de roteadores utilizados por provedores de internet.
A ferramenta acompanha, em tempo real, dispositivos instalados nas residências dos assinantes, reduzindo custos operacionais e melhorando a qualidade dos serviços prestados.
Durante o período de incubação, a empresa recebeu suporte para montar a operação, validar o modelo de negócio e se preparar para entrar no mercado.
Hoje, está presente em três continentes, com atuação em países como Inglaterra, Áustria, Itália, Taiwan e Estados Unidos.
Outro exemplo de startup incubada no Inaitec que expandiu seu mercado é a Zedia. O negócio começou com duas pessoas e hoje conta com cerca de 35 colaboradores.
Especializada em tecnologia e inteligência artificial para mídia, conteúdo e publicidade, a Zedia desenvolve ferramentas que aproximam a televisão tradicional da lógica das plataformas digitais.
Atua em parceria com emissoras no mapeamento do comportamento da audiência para oferecer interações mais direcionadas aos espectadores.
A empresa mantém parcerias com mais de 200 estações de televisão, atua em 24 estados e registra crescimento médio de cinco vezes ao ano em faturamento, base de compradores e equipe.
Ambientes de inovação reúnem conhecimento, infraestrutura, contatos e acesso a mercado em um mesmo espaço. As startups apoiadas pelo Inaitec recebem apoio para criar produtos competitivos e chegar a novas regiões.
Para Diego Chierighini, diretor executivo do instituto, os números mostram a capacidade do ambiente empreendedor de Palhoça.
“Ver startups apoiadas pelo Inaitec alcançando novos estados e mercados internacionais demonstra o potencial do ecossistema de inovação que estamos construindo em Palhoça”, destaca.
O instituto, criado em 2010, já atuou no apoiou de mais de 350 empresas e no desenvolvimento de startups por meio de programas de incubação, aceleração, mentorias, contatos comerciais e ações de internacionalização
Seu modelo reúne universidades, empresas, investidores, poder público e comunidade em um ambiente reconhecido como a primeira city lab da América Latina.
O Acelera Pedra Branca, programa de aceleração de startups do INAITEC, iniciou sua 5ª edição com um foco claro: estruturar negócios desde a base, atuando diretamente nos principais desafios enfrentados por startups em fase de desenvolvimento e crescimento.
A internacionalização de startups brasileiras ainda não é um movimento natural para a maioria das empresas. Apesar do crescimento do ecossistema de inovação no país, poucas startups estruturam suas operações pensando no mercado global desde o início.
O Acelera Pedra Branca é um programa de ideação e aceleração do INAITEC que atua diretamente na estruturação de startups em diferentes estágios, desde projetos em fase inicial até empresas com operação ativa e foco em escala.